18 de outubro de 2011


Cansei dessa história de meio termo. Sabe, ou é ou não é, certo? Então por que não se decidistes ainda? Se me quer, venha. Se não me quer, continue aí. Cansei, mesmo! Não, não estou desistindo… só cansei de insistir e, acho que a minha parte já está feita. Você sabe que eu preciso da minha cura: você. Aliás, tenho um tanto de receio quanto a isto, pois tenho muito medo de precisar de ti sempre e para sempre. (…) Só que é como eu disse: essa coisa de meio termo me intriga. Odeio que me faça sentir vivo, depois morto. Odeio quando é extremamente quente, podendo fazer com que meu sangue bombeie com pressa e arrepie o meu corpo todo só com o toque da sua mão, e aí depois é extremamente congelante, fazendo com que o seu silêncio grite na minha cabeça. E odeio que faça meu mundo ficar leve com sua presença e depois pesado com a ausência dela. É, odeio. Porque você faz ele ficar leve quando estou contigo. Eu rio alto, esqueço dos problemas, só ouço sua voz. Nem o barulho dos carros eu ouço… Mas, aí depois, você faz ele ficar extremamente irritante, e ao contrário. Eu ouço barulho dos carros, vozes de pessoas estranhas andando na rua, e tudo, tudo mesmo parece me irritar profundamente, porque o volume do mundo aumenta, sendo capaz de deixar a minha vida surda. Tudo isso por eu sentir sua falta, sabia? Então, seja só uma coisa, não duas. Haja somente de um modo. Um dia é uma coisa e outro dia é outra? Isso comigo não. Não mesmo! Venha e permaneça para sempre, ou venha e nunca mais volte, aliás, não venha. Se decidir que não me quer, então continue aí. Porque, eu não gosto disso. E também, é melhor dizer agora, porque aí já desocupo o espaço no coração e o seu lugar na minha cama.
 (hard-heart) 

15 de outubro de 2011


FATAÇO.

Quase é uma palavra tão chata, atrapalha tudo. Eu quase sorri, eu quase fui feliz, eu quase ganhei, eu quase consegui. Olha só como ele é inconveniente, se não fosse o quase eu estaria feliz.

“Tá faltando o amor entrar na minha vida de novo, é isso.”
(Memórias Escritas)
Não é drama, não é frescura, não é vontade de chamar atenção. É carência, é cansaço, é solidão!

Tenho me suportado todos os dias. Tenho me vencido e vencido essa minha vontade de voltar atrás. De desistir! Não sou fácil, não mesmo. Também não estou completamente feliz por estar de pé, mas com vontade de cair. Devo estar com as motivações desajustadas, ou lendo o que não devo, ouvindo o que não posso, vendo o que meus olhos não conseguem entender. Certo, preciso achar uma desculpa para esse vício que tenho de retroceder.”
(Diego Nunes)

“Ah esquece ele. É passado. Parte pra outro!” Tão fácil dizer, né? Vem aqui viver tudo que eu vivi. Vem aqui ficar lembrando de cada sorriso. Vem aqui lembrar de todas as brigas e dos momentos em que ele te abraçava e falava ”desculpa, vai ficar tudo bem”. Vem aqui lembrar de todos os beijos escondidos, dos olhares de cumplicidade, do cheirinho dele.. Vem aqui lembrar da primeira vez que vocês se viram, lembrar do primeiro beijo, lembrar da sensação de estar se apaixonando. Mais e mais. Vem aqui suportar a dor das brigas, dos momentos em que eu tinha que sorrir, mesmo não tendo a miníma vontade. Vem aqui lembrar dia após dia que ele por mais que fosse todo errado, era a pessoa certa pra você. Vem aqui conviver com essas memórias que não saem da minha cabeça, porque quer saber? Elas não querem ir embora, e nem eu quero deixá-las ir.”
(Desconhecido)

12 de outubro de 2011


“O amor não é uma desculpa. Você não pode justificar o ciúme com o amor. Sinto ciúme de você porque te amo demais. Eu já disse isso, mas hoje vejo diferente. Se eu amo demais, o problema é meu. Dizer que ama e quantificar o amor só serve para quem sente. Se eu tenho o maior amor do mundo, o mais puro e o que mais me faz feliz o problema é exclusivamente meu. Sabe por quê? Não importa o amor que eu sinto, não para o outro. Para o outro importa como eu demonstro, me comporto e vivo esse amor. O que adianta eu dizer que o meu amor é o mais puro de todos se eu não mostro isso? O amor não é uma palavra bonita. O maior problema do mundo, hoje, é esse. As pessoas acham que falar basta. Não, falar não basta. O amor não tem que ser dito, ele precisa ser sentido, senão ele não sobrevive.”
(Clarissa Corrêa)

“Não sei, mas acho que algumas pessoas não conseguem, não sabem ou não foram feitas pra ficar para sempre. São como turistas que vêm em um feriado prolongado, conquistam com olhares, sorrisos, conversas, sotaques e uma infinidades de coisas que parece que não encontramos em mais ninguém e vão embora logo quando o bem-bom acaba. Preciso mesmo é de gente disposta a abrir a porta nos dias de chuva e que mergulhe em mim, no mais profundo, para me salvar das tempestades que a vida traz. Que faça da chuva, um motivo para estar bem acompanhado. E da vida, uma razão para sorrir.”
(Diego Nunes)

Quero que saiba que nunca vou te esquecer. Você mudou meu estilo de vida, meu jeito de pensar e de agir diante do mundo. Você me ensinou a ser mais amável, companheira, sincera, compreensiva, e feliz. Aprendi contigo que pequenos gestos podem mudar a nossa rotina. Como um beijo inesperado, um abraço apertado, mensagens pela madrugada e ligações inesperadas. Superei obstáculos, e barreiras. Consegui me acostumar com a saudade, ela não me fez de vítima. Fiquei mais forte, amadureci. Graças à você. Obrigada, meu amor.
(Mayara Pareja)

Nunca entendi muito bem a lógica do amor. Você se apaixona por alguém impossível e não é correspondido, ok. Alguém se apaixona por você e você por alguma razão não consegue corresponder, ok. Isso eu entendo. Mas e quando você se apaixona, o outro se apaixona, vocês tem absolutamente tudo pra ficarem juntos e ainda assim estão separados? Cadê a explicação?
(Vinícius Kretek)

Não fui capaz de tomar conta de mim. Me entreguei demais. Não me protegi. Fui uma louca sonhadora. Agora sinto a dor. Agora sou o que restou de um alguém que amava sorrir. Mergulhei sem pensar e acabei me afogando. Me joguei do prédio mais alto e esqueci de abrir meu pára-quedas. Fui caminhar no escuro, mas fui sem lanterna. Quis voar, mas esqueci que eu não possuía asas.
(paranóiaadolescente)
“Ei, quero te avisar que não fui embora. Vou ficar por aqui um tempo, só olhando. Vou tirar a armadura e vestir meu casaco de pele invisível. Eu não estou parada. Estou mandando amor de uma forma diferente.”
(Vanessa Leonardi)

E agora? Nada do que eu sonhei se realizou, nada do que eu planejei deu certo, estou vendo que nada é como eu imaginava… E agora? Por onde recomeçar? Eu pensei que seria fácil. Eu já quis tanta coisa, já mudei tanto de idéia, já sonhei tanto e hoje ao olhar tudo que deixei pra trás, ao olhar para aquela garota que tanto conseguia se ver com todos os próprios sonhos realizados, vejo que estou na mesma, que quase nada mudou, que a única diferença é que já não me vejo mais com tanta vontade de sonhar. Mas e agora? Eu estou tão cansada de tudo, tão sem coragem de começar tudo de novo, será que existe uma maneira de “re-sonhar”?
(Tati Santana)

“Já parou para pensar, durante trinta segundos sequer, que tudo que acontece tem um motivo? Que sua dor, por pior que ela seja, pode se transformar em alívio? Já parou para pensar que se você sonha, você é capaz de realizar? Seja lá qual for esse sonho, sonhar é o primeiro passo. Já parou para pensar que nenhuma tristeza ou solidão dura para sempre? Nenhuma mesmo. Já parou para pensar que existe alguém feito só para você, que irá completar seus defeitos? Esse é o nosso problema, a gente nunca pára para pensar em nada. Sabemos de tudo o que queremos, mas não sabemos esperar, não conseguimos acreditar que tudo pode ser diferente. É que nossos olhos estão cegos com tanto pessimismo. Falta esperança, falta fé. Falta amor próprio.
(Diego Nunes)

10 de outubro de 2011


Sem mais.

O que você pensa sobre mim não vai mudar quem eu sou, mas pode mudar o meu conceito sobre você.
(Dr. House)

Tenho uma particularidade instigante: preciso da solidão. Gosto de pessoas, preciso delas, não sei viver sozinha. Mas sou mimada, preciso quando eu quero. Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão para ler, para olhar para o teto, para tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, para pensar em tudo, para fazer nada. Preciso da solidão para ser eu mesma. Para fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo. Não entendo como tem gente que não abre a janela em dias nublados. Eu adoro janelas abertas, esteja um dia lindo de sol ou um carregamento de nuvens cinzas. Tenho que sentir o ar que vem lá de fora, seja ele qual for. Com seu gosto, cheiro, textura. Falo algumas coisas esquisitas como essa, por exemplo, ar com textura. Conheço cores que ninguém conhece, vejo alguns filmes que grande parte da população acha tosco. Não gosto de deixar as coisas pela metade, mas já deixei.
(Clarissa Corrêa)

“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra pra frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”
(Clarice Lispector)